segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Animação em 221-B Baker Street



[full screen recomendado]


domingo, 25 de Outubro de 2009

Duplo prémio



O 221-B Baker Street avança devagar... Apesar disso, foi-lhe dada a gentileza de um prémio estimulante como este, vindo de dois excelentes blogues (e que muito prezo): Bicho Carpinteiro e Abencerragem. O meu muito obrigada!, e um abraço a ambos: Austeriana e RAA.


[Como já tinha feito anteriormente as nomeações deste prémio,
prescindo agora de o fazer, partilhando o selo com todos os seguidores do 221-B Baker Street.]


quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Mistério e Aventura



Eram outros tempos, bem sei, os tempos da minha infância. Mas é neles que reside a origem deste gosto por histórias de mistério e aventura. Apesar de as aventuras de Sherlock Holmes terem dominado a minha adolescência, e idade adulta, foi Enid Blyton, com os seus "Os Cinco...", e os seus "Os Sete...", a escritora que dominou a minha infância. Aqui fica a minha pequena homenagem a esta magnífica contadora de histórias. Obrigada, Enid!






Imagem: pesquisa do Google

sábado, 3 de Outubro de 2009

Prémios



Este prémio, que muito agrada ao 221-B Baker Street, veio do excelente Restolhando. Muito obrigada à Maria Josefa Paias pela gentileza e atenção dedicadas a este espaço, até ver, algo embrionário, mas que gosto de tentar manter.
De acordo com as regras do prémio, devo indicar dez blogues que considere a ter "debaixo d'olho". Desta vez, contorno tais indicações, partilhando este interessante selo com todos os blogues presentes na barra lateral do 221-B Baker Street.
Convido-vos a visitar o Restolhando, um lugar onde a pertinência das reflexões é uma constante.

sábado, 12 de Setembro de 2009

Cinema em 221-B Baker Street




Não é caso para explicar porque gosto dos filmes de Tarantino, já que, muito provavelmente, é algo que pertence ao domínio do irracional. Refiro apenas o facto de, a meu ver, elevar o cinema a um dos mais altos níveis de catarse que conheço. Em ficção, tudo é possível. Mais: porque é aí possível, é que na realidade é impossível. Ou o inverso. Acresce ainda frisar o fabuloso exercício de estética que subjaz ao seu último filme, "Inglourious Basterds", aprimorando até ao mínimo detalhe a sua intensa carga simbólica. É também uma apaixonada homenagem ao cinema. E, por último, mas não menos importante, a demonstração de que nem só de confrontos físicos se faz o que designamos por acção. Na verdade, há uma acção que se joga na linguagem. O que me remete para Searle e os seus actos de fala.

Um filme imperdível, no mínimo para apreciar a sua interessante simbiose com a excelente selecção musical, ou ainda, só para ver o magnífico plano que nos revela um Churchill tão clássico quanto iconoclasta.
Apreciar grandes interpretações - isso fica também garantido. Retenha-se, em especial, a de Christoph Waltz , no papel do Coronel Hans Landa.


Faixa musical: "Cat People" de David Bowie, do filme com o mesmo título

Imagem: pesquisa do Google

segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Pensar com Dupin - I


A probabilidade do improvável


«Mesmo entre os pensadores mais lúcidos, há poucas pessoas que não tenham sido, ocasionalmente, levadas a uma vaga, embora penetrante, quase crença no sobrenatural, por coincidências de, em aparência, tão maravilhosa natureza que, como meras coincidências, o intelecto as não pôde apreender. Tais sentimentos - porque as quase crenças nunca atingem a plenitude de um pensamento - tais sentimentos raro são cabalmente anulados, a não ser referindo-os à teoria do acaso ou, como se diz em linguagem técnica, ao Cálculo das Probabilidades. Ora este Cálculo é, na sua essência, puramente matemático; eis-nos, pois, perante a anomalia de o que, em ciência, há de mais rigorosamente exacto, se aplicar ao sombrio e ao espiritual da mais intangível das especulações.»
in Edgar Allan Poe, O Mistério de Maria Roget



Imagem Daqui


segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

Questões de navegação



Anda por aí um navio envolto em mistério. Um caso digno de Sherlock Holmes. A história do Artic Sea parece estar muito mal contada. À medida que vão surgindo notícias do desenvolvimento desta história, tudo acerca do caso fica ainda mais duvidoso. O que vamos sabendo... parece constituir uma história fantástica cheia de incongruências. Mas a realidade contém sempre motivações muito terrenas. Seria interessante (re)conhecer no caso do Artic Sea os verdadeiros factos. Serão alguma vez divulgados?!

A propósito de navegações envoltas em mistério, em memória de Sherlock Holmes, vale a pena recordar "A Tragédia do Glória Scott", história que Watson recorda como tendo sido decisiva, para levar o nosso detective a transformar em profissão o que considerara, até essa altura, uma simples mania. O Glória Scott era um barco de prisioneiros. O seu trágico destino resultou, de acordo com a narrativa, de uma revolta destes proscritos, tendo ela conduzido ao naufrágio da embarcação. O que se passou nessa hora final, bom, isso é algo que nunca foi apurado rigorosamente.



«Foi no ano de 1855, quando a guerra da Crimeia estava no auge e os velhos navios de prisioneiros estavam a ser largamente empregados como transporte no mar Negro. O governo foi obrigado então a usar os barcos menores e a adaptá-los ao transporte dos seus prisioneiros. O Glória Scott andava no tráfego chinês do chá. (...) Levava quase cem almas quando saímos de Falmouth. (...)

(...) Alguns pormenores da viagem do barco Glória Scott. Desde a sua saída em Falmouth, no dia 8 de Outubro de 1855, até à sua destruição na lat. N. 15º 29', long. W. 25º 14', em 6 de Novembro. (...)»
in Sir Arthur Conan Doyle, A Tragédia do Glória Scott

Evidentemente, os casos não têm qualquer relação entre si, a não ser o facto de Sherlock Holmes poder interessar-se pelo caso do Artic Sea. Mas, acontece estar ocupadíssimo com outro caso. Não é possível afastá-lo das suas actuais tarefas, tal é a concentração em que se encontra.


Imagem de arquivo do Artic Sea AQUI

Imagem DAQUI