segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

Fantasmas e espírito de Natal

Quando se aproxima o Natal, recordo sempre Dickens: os ambientes que tão genialmente descrevia, e o seu célebre "A Christmas Carol". Foi por isso, é claro, que quis ir ver o mais recente filme sobre este conto de Natal de sempre (a 3D), com as minhas filhas. Não é um filme excelente, mas tem aspectos interessantes. Talvez por não ser verdadeiramente marcante... o certo é que o espírito de Natal de Dickens, ainda que tendo-me envolvido, começou a misturar-se com outros fantasmas. Bom, na verdade o espírito de Natal aparece neste conto relacionado com fantasmas... E não é que eu acredite neles, mas que os há, há. Deve ter sido por isso que me veio também à memória "O Fantasma da Ópera", um daqueles que é absolutamente inesquecível para mim.
Aqui ficam duas versões, dois estilos, dois fantasmas. O primeiro, mais convincente e assustador, domina trevas e brumas em bonitos tons de azul. Gosto da intensidade dramática e das belíssimas vozes. Traz-me de volta o musical que vi, anos atrás, em Londres. O segundo, um fantasma-galã, domina lugares fantásticos e túneis assustadores, iluminados por magníficos candelabros, num estilo interessante e muito gótico.







quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Cronenberg




O que estará ele a ver? Ver o que ele vê não é fácil.





Retrospectiva e homenagem a David Cronenberg
no Estoril Film Festival



segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Animação em 221-B Baker Street



[full screen recomendado]


domingo, 25 de Outubro de 2009

Duplo prémio



O 221-B Baker Street avança devagar... Apesar disso, foi-lhe dada a gentileza de um prémio estimulante como este, vindo de dois excelentes blogues (e que muito prezo): Bicho Carpinteiro e Abencerragem. O meu muito obrigada!, e um abraço a ambos: Austeriana e RAA.


[Como já tinha feito anteriormente as nomeações deste prémio,
prescindo agora de o fazer, partilhando o selo com todos os seguidores do 221-B Baker Street.]


quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Mistério e Aventura



Eram outros tempos, bem sei, os tempos da minha infância. Mas é neles que reside a origem deste gosto por histórias de mistério e aventura. Apesar de as aventuras de Sherlock Holmes terem dominado a minha adolescência, e idade adulta, foi Enid Blyton, com os seus "Os Cinco...", e os seus "Os Sete...", a escritora que dominou a minha infância. Aqui fica a minha pequena homenagem a esta magnífica contadora de histórias. Obrigada, Enid!






Imagem: pesquisa do Google

sábado, 3 de Outubro de 2009

Prémios



Este prémio, que muito agrada ao 221-B Baker Street, veio do excelente Restolhando. Muito obrigada à Maria Josefa Paias pela gentileza e atenção dedicadas a este espaço, até ver, algo embrionário, mas que gosto de tentar manter.
De acordo com as regras do prémio, devo indicar dez blogues que considere a ter "debaixo d'olho". Desta vez, contorno tais indicações, partilhando este interessante selo com todos os blogues presentes na barra lateral do 221-B Baker Street.
Convido-vos a visitar o Restolhando, um lugar onde a pertinência das reflexões é uma constante.

sábado, 12 de Setembro de 2009

Cinema em 221-B Baker Street




Não é caso para explicar porque gosto dos filmes de Tarantino, já que, muito provavelmente, é algo que pertence ao domínio do irracional. Refiro apenas o facto de, a meu ver, elevar o cinema a um dos mais altos níveis de catarse que conheço. Em ficção, tudo é possível. Mais: porque é aí possível, é que na realidade é impossível. Ou o inverso. Acresce ainda frisar o fabuloso exercício de estética que subjaz ao seu último filme, "Inglourious Basterds", aprimorando até ao mínimo detalhe a sua intensa carga simbólica. É também uma apaixonada homenagem ao cinema. E, por último, mas não menos importante, a demonstração de que nem só de confrontos físicos se faz o que designamos por acção. Na verdade, há uma acção que se joga na linguagem. O que me remete para Searle e os seus actos de fala.

Um filme imperdível, no mínimo para apreciar a sua interessante simbiose com a excelente selecção musical, ou ainda, só para ver o magnífico plano que nos revela um Churchill tão clássico quanto iconoclasta.
Apreciar grandes interpretações - isso fica também garantido. Retenha-se, em especial, a de Christoph Waltz , no papel do Coronel Hans Landa.


Faixa musical: "Cat People" de David Bowie, do filme com o mesmo título

Imagem: pesquisa do Google